sexta-feira, 19 de julho de 2013

Importante reencontro

Relato da apresentação do Teatro Mambembe do GAAST no Lar Bussocaba, realizada em setembro de 2012 

Depois de sete anos, o Grupo de Teatro Mambembe do GAAST retornou ao Lar Bussocaba, sediado na cidade de Osasco, para mais uma apresentação cultural e aproximação espiritual.
Como de costume, o grupo de voluntários que, desde junho de 2003, mantém viva dentro de si a chama do amor ao próximo se reuniu, em uma manhã ensolarada de domingo, para ajudar a carregar os cenários e figurinos que ficam ali na casa da Elisa para dentro do caminhão do seu Nenê e seguir carreata rumo a essa casa que existe desde 1935 (abaixo, mais detalhes dessa história) e que atualmente dá guarida a 71 idosos.
De acordo com a assistente social Anna Carolina Matos, que apesar de trabalhar a apenas oito meses por lá mantém uma ligação profunda com os moradores e os propósitos da casa, o Lar Bussocaba atua no sentido de “institucionalizar idosos em situação de vulnerabilidade”. “São pessoas sem vínculos familiares, achadas nas ruas e levadas para hospitais.”
  A relevância da existência do Lar Bussocaba é ilustrada ao se constatar que em Osasco há somente um abrigo para idosos dependentes, com apenas 20 vagas. Ou seja, insuficiente para atender às necessidades de uma cidade de quase 700 mil habitantes. “Estamos a anos-luz da demanda”, comenta Anna Carolina. “Tivemos até dois casos de idosos que vieram para cá por vontade própria.”
Uma característica dos idosos que vivem no Lar Bussocaba é a reduzida capacidade de interação e compreensão, por conta de problemas de saúde diversos, como esquizofrenia e demência. Tal fato também ocorre porque muitos dos que lá vivem chegaram oriundos do Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha (Juquery), encaminhados pelo Poder Público, quando do movimento de fechamento de manicômios verificado na década de 1990.
Nesse sentido, inclusive, configura-se preocupante a informação de que a casa está há quatro meses sem os serviços de um psiquiatra, “devido à saída do Dr. Lucio, que estava conosco há 10 anos”, lamenta Anna Carolina.
“Os idosos não estão tendo o atendimento psiquiátrico, e assim, não estamos conseguindo ministra-lhes remédios. A solução está sendo apelarmos para atendimentos particulares, que custam entre 150 e 300 reais. Estamos acessando a Secretaria de Saúde para agilizar o atendimento psiquiátrico, pois não dá para eles ficarem sem esse tratamento.”
Atualmente, o Lar Bussocaba, cujos gastos mensais somam 75 mil reais, é mantido através: dos recursos repassados pela entidade São Vicente de Paula; do dinheiro angariado por meio de telemarketing; do bazar permanente mantido pela casa; da aposentadoria daqueles idosos que recebem o benefício (pela legislação, 70% do total); e de doações.
Recentemente, o Lar Bussocaba foi inscrito no Conselho Municipal de Assistência Social, o que lhe permite ser, a partir de agora, reconhecido como uma entidade filantrópica. “A partir desse registro poderemos pleitear mais recursos junto ao município, por meio do Conselho Municipal do Idoso”, esclarece Anna Carolina.

Rotina

A rotina dos idosos no Lar Bussocaba prevê um atendimento individual com psicólogos, nos quais são empregados jogos como xadrez para o estímulo cognitivo, por exemplo. Além disso, há atendimentos de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional – nesse caso, a TO atende em conjunto com uma oficineira, e realiza atividades de bordado, pintura e colagem, em um trabalho multidisciplinar.
“Também levamos os idosos para passear em locais como o Borboletário de Osasco e o Parque Chico Mendes. Uma turma, inclusive, foi assistir a um show dos Demônios da Garoa no SESC”, enumera Anna Carolina.
Essa frequência de atendimentos e de passeios é fundamental para que os idosos sintam-se vivos, e tenham momentos de interação e de socialização. Ainda mais se considerarmos o fato de que somente 50% deles recebem visitas regulares de parentes e amigos.
“Temos de buscar alternativas, pois um dos reflexos desse abandono dos parentes e amigos é a depressão; tem alguns que chegam andando e depois não querem mais se locomover...”, comenta a assistente social.

Abandono, solidão e algumas visões...

Algumas histórias de vida dos idosos relatadas por Anna Carolina ilustram a frágil condição emocional da maioria deles. Como a de Leci Perraga, que chegou ao Lar Bussocaba em 1972, quando contava com apenas 25 anos.
 “Ele bebia muito, e a família decidiu interna-lo, sem que soubesse. Então eles, que moravam na Vila Matilde, zona leste de São Paulo, convenceram seu Leci a vir até Osasco ‘visitar um asilo’. No final das contas, ele acabou sendo deixado, e permanece aqui até hoje.”
Outro caso é o da Divina. Ela vivia no Pinel, e quando do fechamento deste, o marido não quis ficar com ela em casa, e até hoje essa senhora nunca mais recebeu visitas.
Alguns dos idosos também dizem ver espíritos pelas dependências do Lar Bussocaba. “A Dona Gemerilda, por exemplo, reclama de dores de cabeça intermitentes, e diz que há um homem constantemente em seu quarto. Outra idosa não vai à missa porque quer evitar encontrar o espírito de um homem que a ‘aguarda’ na frente do restaurante”, relata Anna Carolina.
Ela também recorda duas interessantes histórias sobre a ligação que se forma entre os idosos e os funcionários do lar: a primeira é de um idoso que acabou por falecer depois que o enfermeiro que há anos cuidava dele saiu do emprego. A segunda tem a sensível assistente social como personagem principal.
“Havia uma senhora chamada Maria Beri, estava há 15 dias na UTI do Hospital do Mandaqui, com infecção generalizada. Acordei certa madrugada pensando nela. E no dia seguinte, fui visitá-la. Conversei bastante com ela, que estava desacordada. Pois bem, passados alguns dias, outra funcionária daqui foi lá visitá-la, e a Maria Beri falou que se lembrava da minha visita e do que tínhamos conversado... Outros dias se passaram e sonhei que o espírito dela estava sentado em minha cama, e apontava chorando para o seu próprio corpo. No dia seguinte, recebemos uma ligação informando que ela havia falecido.”
            Um dos idosos com quem este escriba conversou foi Isnaldo Luis da Silva. Ele estava sentado próximo à entrada do asilo, e aguardava a chegada de sua esposa. O detalhe é que ela não viria naquele dia, e mesmo assim Isnaldo mantinha-se à espera, hábito que repete quase todos os dias da semana. “Estou esperando a visita de minha esposa, ela mora no [bairro de] Helena Maria e vem me visitar hoje. Só de olho na estrada, para ver se ela vem logo...”.
            Navegando entre a realidade e a ilusão, Isnaldo contou ter nascido, há 64 anos, na Paraíba, e conhecido Luis Gonzaga, o “Rei do Baião”, a quem teria acompanhado durante 18 anos como “tocador de pandeiro”. Também afirmou estar a quatro dias no Lar Bussocaba – na verdade, está lá há quatro anos –, e que teve ‘apenas’ quatro filhos para poder dar estudo a todos eles, “pois o estudo é a coisa mais importante que tem”.

Histórias do Lar Bussocaba, nas palavras de Neide, voluntária da casa há 20 anos
         
    A participação dos voluntários é de fundamental importância para o bom funcionamento do Lar Bussocaba. São 15 voluntários “fiéis”, que atuam com constância no auxiliar corações e espíritos. Uma dessas pessoas é Neide Bispo, que há 20 anos vai todos os dias ao Lar Bussocaba oferecer seu quinhão de amor ao próximo – ela se tornou voluntária depois de uma tragédia pessoal. “Passei a frequentar quando meu noivo morreu, pois comecei a ficar em depressão... O asilo estava em greve na época...”.
            Figura singular, Neide é um verdadeiro arquivo vivo da história da casa, que, segundo ensina, “foi criada em 1935 pelo comendador Vicente Melillo, que nesta época ainda não era padre”.
“Ele, que já realizava um trabalho com moradores de rua, mulheres e crianças que sofriam de tuberculose na região de Santo Amaro, adquiriu esse terreno, que era uma fazenda de propriedade de Pedro Colino, e montou uma casa para abrigar homens. Era um centro agrícola para pessoas que cumpriam pena no [presídio do] Carandiru, e que precisavam ser reinseridas na sociedade. Então aqui eles aprendiam uma profissão, seja na lavoura, seja na marcenaria. Até 2006 havia gente dessa época aqui. Essa casa já chegou a abrigar 800 pessoas, no período entre 1931 até 1970, um verdadeiro formigueiro.”
Segundo Neide, depois da morte de Vicente Melillo em “30 de outubro de 1969, apenas três anos depois dele ter recebido autorização do Vaticano para se tornar padre”, a casa se deteriorou, e somente resistiu por conta do trabalho de irmãs que se dedicavam à caridade, e de voluntários como ela.
“Em 1970, foram encaminhados 200 pacientes do Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha (Juquery), e a nossa horta acabou... E porque nos tornamos um asilo psiquiátrico, os cuidados são complexos hoje em dia, pois os pacientes ficam tentando morder uns aos outros, meter a mão na cara... O Isnaldo fala que está esperando a filha para assinar os papéis do casório, mas a filha dele já casou há sete anos...”.
Atenta a tudo que acontece no Lar Bussocaba, Neide relata as dificuldades no trato com os pacientes, por conta de seus distúrbios mentais. “É muito bacana (...) ser recebida de manhã por alguém que está lhe esperando, e à noite, quando você vai embora, ouvir como despedida uma série de palavrões...”.
            Apesar desse tipo de comportamento algumas vezes acontecer – de fato pude observar uma situação parecida na interação entre uma jovem enfermeira, que agiu de maneira extremamente profissional, e uma paciente durante o período em que estivemos por lá –, Neide mantém a satisfação no trabalho que realiza diariamente.
“Gosto de vir, de ajudar nos hospitais, de preparar os detalhes dos enterros daqueles que partem... É a minha segunda casa... Já passei por situações de sofrimento, fiquei muito triste com a partida de um idoso... ele falava, ‘você vai comigo até o fim’, e fui até o fim com ele... sinto sua falta, mas também sinto que ele está perto... Se todos pudessem ajudar os idosos, como vocês estão fazendo hoje, seria muito bom... Dar e receber...”.

Lar Bussocaba
Av. Padre Vicente Melillo, 831 – Jardim Ester
Osasco – SP
CEP: 06036-013
Tel.: (11) 2189-3999


sábado, 6 de julho de 2013

Apresentação Teatro - Domingo, 07 de julho de 2013

O Grupo de Teatro Mambembe do GAAST (Grupo de Amigos André Salles e Tamar) irá se apresentar neste domingo, 07 de julho, na Casa Maria Helena Paulina.

A instituição presta, desde 1992, auxilio a crianças de outras cidades que vêm a São Paulo realizar tratamento contra o câncer. O nome da instituição é uma homenagem à enfermeira Maria Helena Paulina, que também sofreu com a doença e cujo último desejo foi o de transformar a casa em que vivia num local de apoio para pacientes e suas famílias.

Além da hospedagem, a Casa Maria Helena Paulina oferece alimentação, medicação, vestuário, transporte para os hospitais, bem como se esmera em amenizar as dificuldades emocionais e psicológicas das crianças e famílias atendidas com passeios a parques, visitas a museus e cinemas, bem como com muito carinho e dedicação.

Os que desejarem ajudar esta obra assistencial, acessem o site www.casamariahelenapaulina.org.br,  onde são informadas as principais necessidades da casa, como alimentos, produtos de higiene e dinheiro. Também há um grupo de voluntários que auxiliam a instituição.

Na programação deste domingo, além da peça infantil "As Três Margaridas", ainda haverá o tetro-dança "Fênix", a apresentação do grupo de dança "Filhas de Ísis", da banda "Tâmaras" e dos palhaços. A apresentação está prevista para começar às 14h30.
 
O endereço da Casa Maria Helena Paulina é o seguinte: Rua Judith Passald Esteves, 137, Jardim Colombo. Telefone: (11) 3744-7942 / 3772-5661.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Próximas apresentações do Teatro-Mambembe do GAAST: 21 de abril e 05 de maio de 2013

O Grupo de Teatro Mambembe do GAAST fará duas apresentações nas próximas semanas. A primeira, em 21 de abril, acontecerá na Casa de David (www.casadedavid.org.br), instituição fundada em 1961 que auxilia cerca de 300 pacientes com deficiência intelectual e autismo. A saída da comitiva do grupo rumo à Casa de David acontecerá domingo, às 09h00, e o ponto de encontro ficou marcado para a Rua Antonio Airosa, em frente ao Village. A apresentação deve ocorrer a partir das 14h30.


Já no dia 05 de maio, o grupo montará o seu palco nas dependências da Fraternidade Irmã Clara (www.ficfeliz.org.br), instituição fundada em 1982 que auxilia pessoas com paralisia cerebral.



Ambas as instituições aceitam doações. Entre em contato e se informe sobre as necessidades mais prementes e, se possível, auxilie!

 

Fax (11) 2455-1033

Arte e alegria no Domingo Cultural do GAAST

O Domingo Cultural do GAAST (Grupo de Amigos André Salles e Tamar), realizado em 24 de março último, contou com a participação de dezenas de pessoas, que, além de visitarem a exposição e venda dos quadros psicopictografados nas reuniões espírita-cristã-kardecista que acontecem às sextas-feiras, a partir das 20h30 na Vila dos Remédios (Rua Antonio Airosa, 133), e também de belíssimas flores em seda,  puderam se divertir com as apresentações de música e dança, as declamações de poesias e contações de piadas.

As apresentações musicais foram ecléticas, e trouxeram diversos estilos musicais, como fado, rock, MPB, música clássica, pop, e até mesmo um divertido funk em homenagem ao nosso querido Jesuíta Narciso. As exibições de dança foram do tango à dança do ventre e dança egípcia, passando pelo samba e samba-rock. Foram declamadas belas poesias, e a Isa animou os presentes com suas piadas. Em suma, foi uma tarde bastante agradável e  harmoniosa. Agradecemos a presença de todos!

Confiram abaixo as fotos do evento:

Os irmãos Velma e José e o lirismo tocante do 
fado português em emocionante apresentação
O Marquinhos improvisa um pedestal para o microfone,
enquanto o Caneta observa ali atrás
A Cássia mostra sua veia de documentarista, e ao seu lado
a Valdina, a Vera e a Luira curtem a apresentação
As crianças também se divertiram
A animação cresceu com o rock Proud Mary
Os irmãos Gabriel no violino e Natália no violoncelo
A Juliana e a Neda não perdem o ritmo,
muito menos a Emilly, ali atrás no violão
A Elaine cantou uma romântica música da Celine Dion 
O Tiel também declamou algumas poesias próprias 
e uma do poeta francês Rimbaud
E cantou uma bonita música do Cat Stevens,
Morning Has Broken
O Carlyle chegou no final, mas também participou...
O público marcou presença
As dançarinas se preparam para o show, 
Aninha e Mayara à frente
Líricos acordes trazidos pelo plano espiritual
Nuestro porteño-brasileño Julio solta a voz
O Funk do Jesuíta enlouqueceu o público...
Sintonia fina
Thais e Alexandre agora mostram samba no pé
A banda tocou músicas como Something, dos Beatles
e Canteiros, de Raimundo Fagner
 O Coral do GAAST também marcou presença
O casal Alexandre e Thais trouxe o encanto porteño do tango
 Movimento hipnóticos 
 Grupo de dança As Filhas de Isis apresenta bela coreografia 
 A Isa em sua faceta piadista
 Aninha a declamar uma poesia com rara inspiração
 A banda Tâmaras em ação
 Neda, Ângela, Isa e Clotildes preparam 
as flores de seda para a venda
 Belas obras inspiradas por nossos amigos do plano espiritual
 Mais alguns quadros psicopictografados
 Poti, sempre presente para ajudar em tudo, e os quadros
 A mascote da banda Tâmaras, Mariana, prodígio na percussão
 O talentoso casal violinista: Gabriel e Carol Ruiva
 Isa e Junior, nossos queridos dirigentes do GAAST:
constância, trabalho e amor dedicados ao grupo
 O casal Tatiana e Giba confere as obras
A preparação para o evento



terça-feira, 19 de março de 2013

Domingo Cultural - 24 de março de 2013



A partir das 13h30 do dia 24 de março (domingo), o Grupo de Amigos André Salles e Tamar (GAAST) promove mais um Domingo Cultural. 

O evento, que começa às 13 horas, terá, além da exposição e venda, a preços bastante baratos, dos quadros psicopictografados nas reuniões espírita-cristã-kardecistas que acontecem às sextas-feiras, declamações de poesias, apresentações de música e dança, contação de piadas, entre outras atrações. 

A entrada é gratuita, e estão todos convidados para mais uma tarde de arte e congraçamento!

terça-feira, 12 de março de 2013

Confie sempre




Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. 
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. 
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.


Chico Xavier

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Retorno das Reuniões em 2013



O Grupo de Amigos André Salles e Tamar (GAAST) retoma suas atividades a partir de quarta-feira, dia 06 de fevereiro, com as reuniões para os integrantes do grupo. As reuniões abertas ao público serão reiniciadas a partir de sexta, 10 de fevereiro, às 20h30, como de costume. Nesta data também será anunciado o dia em que os ensaios do Teatro-Mambembe do GAAST terão início.


"Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo."
Liev Tolstói

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mensagem do Jesuíta

Quem sabe esperar consegue superar as próprias limitações, quem confia na justiça de Deus consegue, consegue ultrapassar as próprias fraquezas, porque ligado a Deus a Jesus e suas falanges também o espirito que assim faz ele enfrenta todos os problemas que tem em sua vida e não deixa abater e consegue viver, viver não essa vida ilusória que todos querem ter para saciar o seus impulsos e sua tendências mas conseguem viver dentro de um principio justo e atitudes e reações que nunca fere ninguém.
 

Ouço todos dizerem como viver num mundo assim onde cada um pensa em si, onde passam por sobre os outros sem se preocupar em ferir, pois eu digo a cada um de vós existe tantos que não se conhece e procura viver em paz com seu semelhante, que não pisam para consegu...ir o que querem, que respeitam os sentimentos das pessoas.

Olhem para esses, eles estão espalhados por ai prestem atenção por que estes sim precisam ser reaquecidos é preciso que eles sejam animados para continuar sendo assim é o meio mais justo é se aliar a eles, para combater o desequilíbrios, a hipocrisia, a mentira, a maldade, a injustiça. Como se combate a injustiça?
 

Sendo justo e não julgador, procurando entender por mais difícil que seja a situação mas sempre há uma explicação atrás de um sofrimento, sempre.
 

Basta ter um ouvidos para ouvir como Jesus sempre falava para os apóstolos e para aqueles que sempre o procurava.

Jesuita Narciso - em 04/11/11

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Procure me escutar

Procure tentar me escutar, para entender a sua condição espiritual.
Para que você possa compreender o seu próprio caminho de desequilíbrio.
Porque nós estamos sempre juntos nesta caminhada de evolução.
Porque nós sabemos o que você está passando.
Você tem condição de compreender o seu desequilíbrio, porque faz parte de seu destino.
 
Espírito: Madre Maria dos Anjos
Médium: Potiguara

A verdade



A verdade de cada ser não é algo que possa ser assumido ou planejado. Ela é a conseqüência de uma série de desenvolvimentos que o espírito atinge, envolvendo as numerosas e particulares facetas das suas propriedades.

A assunção da verdade se dá com a maturidade das propriedades em equilíbrio, que criam condições para o desabrochar. Livre de máculas, desequilíbrios, tendências e pendências, o espírito passa a exercitar suas condições naturais de uma forma plena, desenvolvendo sua personalidade mais profunda, formada pela sua individualidade única criada por Deus e pelas inúmeras experiências e conhecimentos que teve durante as trajetórias encarnatórias. Tal exercício constitui a plenitude do ser, preparando-o para alçar novos estágios que lhe seriam impossíveis se não tivesse atingido essa condição. Neste momento, ele é, verdadeiramente, um ser cônscio das suas características, em paz e alinhado com o Criador, apesar de ainda longe da perfeição. Vive portanto sua verdade, ou a individualidade que construiu junto com o Pai, perfeitamente livre e ao mesmo tempo interligada com a criação. Não há nesse momento mais margem ou risco de erros; não há a possibilidade de que o ser caia novamente, pois ele detém o controle absoluto de si, ao mesmo tempo em que sua consciência acha-se indelevelmente conectada a Deus.

Como disse  Deus a Moisés no deserto, quanto este lhe pergunta como deve chamá-lo, o espírito em verdade simplesmente é. Trata-se de um ente que entende a linguagem universal muito mais do que saberia descrevê-la pela língua dos homens. Não há acúmulo de conhecimento puro e simples em palavras frias estudadas, mas um alinhamento com Deus que lhe abre continuamente portas e portas de percepção que lhe permitem entender a criação e as criaturas. E nesse nível ocorrerá o prosseguimento de seu desenvolvimento, já em bases sólidas, num contínuo aprendizado que dificilmente seria traduzível para quem ainda não atingiu esse estágio. E permeando a tudo, soberano, sobressai o amor incondicional, percebido enfim como o elemento básico de toda criação e a natureza básica de Deus.

A condição de espírito em verdade é a planta que brota a partir de terra preparada para seu crescimento. A esta não pode faltar nenhum dos elementos necessários para permitir o surgimento da vida, e são esses elementos que o ser encarnado deve buscar. Pois a verdade é, tal como na metáfora da planta, o surgimento de uma nova vida. É o renascimento ao qual se referiu Jesus, quando disse que aquele que busca seu reino deveria nascer de novo em espírito.

André Salles
Médium: Marcus
16/7/09

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lançamento de "E a Vida Continua..."

A safra de filmes que abordam a temática espírita oferece ao público mais um de seus frutos, com o lançamento, em 14 de setembro de 2012, do filme "E a Vida Continua...", grande sucesso da literatura espírita lançado em 1968, ditado pelo espírito de André Luiz ao médium mineiro Chico Xavier, em 1968 -trata-se do 13º e último livro da série “A Vida no Mundo Espiritual”. 
 
O filme conta a trajetória da jovem Evelina (Amanda Costa), que, após ter seu carro quebrado na estrada, é socorrida pelo gentil Ernesto (Luiz Baccelli). Tal incidente dá início no a uma amizade tão sólida que persistirá quando ambos passam para o outro plano. Será ali, do outro lado da vida, que Evelina e Ernesto enfrentarão enormes dificuldades e desafios, onde não faltarão surpresas e surpreendentes revelações.

Além de Amanda Costa e Luiz Baccelli, a atriz Ana Rosa e o ator Lima Duarte também intergam o elenco desse filme roteirizado e dirigido por Paulo Figueiredo que, na entrevista a seguir, comenta sobre a obra.
 
Como e quando começou seu interesse por temas Espíritas e/ou Espiritualistas?
Paulo Figueiredo - Uma espécie de “cruzamento de dados” a respeito da vida me despertou o interesse pelo espiritualismo em geral, e, mais especificamente, pelo Espiritismo. Fatos isolados ou sequências de fatos ao longo da minha existência me abriram os olhos para uma Realidade além do alcance material desses mesmos olhos.
 
Como você vê a ascensão deste tipo de Cinema (Espírita ou Espiritualista) no Brasil?
Paulo Figueiredo - Assim como ocorre comigo,  creio que milhões de pessoas pelo mundo afora percebem esse algo mais a  propósito da vida.  Dessas, uma boa parcela se dedica às artes e à comunicação através das diversas mídias, com destaque para o cinema e a TV.  A consciência quanto ao potencial desses meios existe desde sempre.  O despertar dessa consciência para a utilização superior deles começou a acontecer há não muito tempo. E é  comovedoramente bem-vindo.
 
Como surgiu o projeto para roteirizar e dirigir E a Vida Continua na sua carreira?
Paulo Figueiredo - No início de 1970 li pela primeira vez  E a vida continua..., e me senti fascinado pela história de Ernesto e Evelina. Pensei numa peça teatral, cheguei a escrever parte dela, tive oportunidade até mesmo de falar sobre o projeto com nosso sempre querido Chico Xavier, que ouviu generosamente e me estimulou a levar adiante a ideia. Porém, o empreendimento se revelou inviável, principalmente por razões econômicas.  Em época recente, por volta de 2004,  conheci Oceano Vieira de Melo, historiador e documentarista Espírita dos mais atuantes,  juntamos nossos entusiasmos e o projeto foi redirecionado para o cinema. Em 2005 comecei a “construir” o roteiro, em seus primeiros tratamentos, num processo de depuração, versões sucessivas até o texto final aprovado pela FEB – Federação Espírita Brasileira - já em 2009. Então iniciamos os trabalhos de pré-produção, produção e finalmente pós-produção, uma tarefa que do nosso tempo consumiu três anos, mas nos deu uma felicidade que em tempo nenhum desaparecerá.
 
Quais foram as principais dificuldades e os maiores prazeres em dirigir E a Vida Continua?
Paulo Figueiredo - Dificuldade é uma palavra constantemente ouvida no set de filmagem. Quando um assistente se aproxima do diretor, em geral a conversa começa com: “Temos uma dificuldade”. São tão inúmeros quanto inesperados os motivos para isso. Ruídos ambientes que impedem a gravação de diálogos, movimentação de  pessoas, veículos, chuvas imprevistas, defeito no equipamento, eventual doença de alguém muito importante na realização do filme. Por ser trabalho de equipe, uma ausência pode significar prejuízo, impossibilidade, atraso. Isto para falar do dia-a-dia, do lado prático. Há questões mais problemáticas a considerar, e prefiro não dar espaço a elas, nesta matéria. Melhor falar das alegrias. Os atores, pessoal técnico, de produção,  mais as pessoas e instituições de fora que decisivamente colaboraram conosco  só me deram motivos para sorrir e agradecer o tempo todo. Foi como se aquela gente já tivesse sido escolhida e reunida para esse filme desde sempre. E eu, arrogante  e pretensioso como qualquer ser humano ainda imaturo,  achei que eu os tinha escolhido.
 
Já tem projetos para próximos longas metragens para o Cinema?
Paulo Figueiredo – Tenho um roteiro pronto, aguardando aprovação da FEB: “Sexo e destino”, também da obra de André Luiz psicografada por Chico Xavier.
 
Saiba mais em

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amor

O amor verdadeiro não cobra.
Ele ama, doa e nada pede.
O amor fraterno é aquele que acompanha a dor sem lamentar.
O amor é a dança das aves sobrevoando os céus como estrelas, derramando paz e luz. O amor enobrece, aquece e fortalece.
O amor vem da alma pura e justa, é aquele que leva a esperança, a bonança, sempre derramando o que há de mais puro em seu ser. O amor que acalma é doce como o mel que induz para os caminhos da luz.O amor é Deus, o amor é Jesus, o amor é o caminho que conduz.

Espírito : Jesuita Narciso
Médium: Linda

Medo


O medo nos afasta e isola, fazendo-nos perder oportunidades de ajudar e receber.
Ao temer, deixamos de confiar, pois achamo-nos sós e desamparados.
Assim, temer é também faltar com a fé.
Entregamo-nos ao trabalho e não tenhamos receio da vida.
Deus nos ampara continuamente, e o único medo que devemos ter é afastarmo-nos dele, pois perdemos tempo precioso que iremos lamentar profundamente quando nos apercebemos.

Espírito : Irmão
 Médium: Marcus

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A força de um sorriso


A era contemporânea trouxe diversos avanços à humanidade – ou pelo menos à boa parte dela, que tem acesso a tais conquistas.
Da praticidade propiciada pelos meios de transporte às possibilidades legadas pelos meios de comunicação e informação, como internet, celulares e Ipads, passando pelos avanços da medicina e da ciência, que descobrem curas para doenças e ampliam as expectativas de vida ao redor do mundo, da cultura, cada vez mais disseminada e útil na formação de pessoas mais atentas – e tolerantes – aos costumes e características de outros povos, é possível perceber que a vida transcorre, para a maioria, sem os grandes desafios de outrora (viver à luz de velas; aguardar dias para receber notícias vindas de outros continentes; morrer de tuberculose aos 30 anos; caminhar quilômetros para chegar ao trabalho ou escola).
Entretanto, a sociedade como um todo, em diversos sentidos, ainda mostra-se imperfeita, por conta, entre outros motivos, de competitividade extrema, desigualdade social e valorização das aparências. Questões que costumam afastar as pessoas umas das outras. Irritá-las. Que muitas vezes impedem que se vejam como seres semelhantes, filhos do mesmo Deus. Irmãos, enfim.
Faço o preâmbulo para lembrar uma história que li em um jornal espírita alguns anos atrás, e que falava da força de um sorriso. Tratava de uma experiência vivida pelo escritor Antoine de Saint-Exupéry, autor, entre outros, de “O Pequeno Príncipe”. Ela é mais ou menos assim:
O francês, que lutou na Segunda Guerra Mundial como piloto de avião, certa vez foi preso pelos nazistas, se não me engano na Espanha. Jogado na cela, ensopado pela chuva e pelo suor, ele tremia de frio e de medo. Tinha certeza que seria morto. Ato reflexo, procurou um cigarro perdido em seus bolsos e o encontrou. Porém, não tinha fósforos. O carcereiro, percebendo o movimento, levantou-se de sua cadeira para acender o cigarro do prisioneiro.
No momento em que cruzaram olhares, Saint-Exupéry sorriu. De uma maneira tão espontânea, faísca instantânea, que o carcereiro também sorriu. Reconheceram-se. Perguntaram sobre seus filhos. Mostraram fotos guardadas na carteira. Perceberam-se semelhantes no sentimento. Então, sem palavras, o carcereiro abriu a cela, levou Saint-Exupéry através da floresta, deu-lhe algum dinheiro e o deixou em um lugar seguro, para depois voltar ao seu posto.
No horror da desumanidade da guerra, o espírito falou mais alto. O ser humano saiu vencedor. Na força de um sorriso, Deus mostrou sua face linda. Que esse exemplo possa nos inspirar. Sempre.

domingo, 9 de outubro de 2011

Equilíbrio

A busca da verdade
se consiste em equilíbrio.
O equilíbrio faz do ser
um só
diante das tempestades
ou de farturas
diante do desamor
ou da alegria
diante do sofrimento
ou da calmaria
fazendo o ser paciente
mas dinâmico
nas evoluções que a vida ensina!

Espírito: André Salles
Médium: Junior